terça-feira, 11 de junho de 2013

Águas de cima e de baixo


Acordamos com o barulho da chuva. O som das gotas batendo no telhado de zinco com força, no meio da noite, era uma noticia ruim para quem tinha planejado passar o dia seguinte cavando um novo poço. Mas nos precisávamos lidar com as águas do céu antes de trabalhar nas águas subterrâneas.

Quando acordamos às seis da manha, a tempestade da noite tinha se transformado numa garoa calma. Separamos as pessoas em grupos para consertarem os canos de ferro, quebrarem brita para o cascalho e finalizarem os canos de PVC para a perfuração. A ideia era fazer um outro poço aqui no terreno da Jocum até atingirmos a argila. Dai para frente seguíamos os passos para completar o poço. Se tudo der certo, vamos ter um poço pronto antes de irmos a outras comunidades.

A preparação foi até o meio dia, com períodos curtos de chuva mais forte que faziam quem trabalhava ao ar livre ter que procurar abrigo. Depois do almoço (peixe frito* com o feijão e arroz... Não tão diferente do Brasil), com tudo pronto, começamos a perfurar. Vencemos as camadas de areia aos poucos, como no sábado, até que aos 24 metros a broca tocou uma camada de argila. Lavamos o poço, colocamos o revestimento e colocamos o cascalho para ficar ao redor do filtro. Agora,  é esperar para amanha completar o poço. A esperança é que a areia filtre a água e a gente consiga algo potável.

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