Sexta feira, 7 de junho de 2013
Da ultima vez que escrevemos a vocês, eu e Pedro estávamos no aeroporto de Johanesburgo, cercado de marcas de grife e há poucas horas de tomar o vôo para Mocambique. Hoje, quatro dias e dois vôos depois, estamos em Quelimane, nossa cidade alvo- e estamos felizes em dizer que começamos hoje a cavar nosso primeiro poço.
Exista bastante coisa para contar desses dias em que não colocamos nada no blog. Em Maputo, na segunda-feira de noite, ficamos na casa do ministério Koinonia - uma casa cuidada por mulheres idosas que abriga missionários em passagem. É mais ou menos como uma casa de avó, com moveis antigos e bastantes arvores no terreno.
Ficamos uma noite ali. No outro dia, seguimos de carro para o aeroporto de Maputo com o pastor Orlando, taxista nas horas vagas. Depois de passarmos pela segurança sem que pedissem que abríssemos a caixa de ferramentas (ia dar um grande trabalho para fechá-la depois), ficamos esperando pelo vôo da LAM que sairia às 13h. Sairia, assim mesmo, na possibilidade. No fim das contas o avião só decolou às 14h, e mesmo assim teve que voltar depois de meia hora de vôo por "problemas técnicos". Ai voltamos para o aeroporto, comemos alguma coisa e voltamos a voar por voltas das 15h. E você ai achando que era só no Brasil que temos atrasos.
Descemos em Quelimane e nos encontramos com o missionário Cleber (do Brasil) e com Francisco, (líder da Jocum na cidade). Malas no carro, estrada pela frente*, já era noite quando chegamos onde ficaríamos hospedados. Depois de um jantar com carne, feijão e arroz feitos por Carla, esposa de Francisco, tivemos nosso primeiro sono no fuso-horário de Moçambique (5 horas a mais que o de Brasília).
Isso tudo aconteceu na Terça-feira. Na quarta cedo vários homens de comunidades ao redor vieram para aprender as técnicas do poço - devem ser mais de dez pessoas, pelas minhas contas. Aproveitamos a quarta e quinta para arrumar o material de perfuração - consertar alguns canos, reforçar as roscas, conseguir o material. Ainda conseguimos, com o Cleber, um chip de 3G de uma operadora local - e é interessante pensar que a 3G que uso aqui é mais barata e mais rápida que a de Florianópolis.
A perfuração começamos hoje. Levamos o material para os fundos do terreno e começamos a preparar o solo. Desse jeito, atingimos nossos primeiros cinco metros, mas tivemos que parar para resolver detalhes (alguns canos estavam vazando, e a torre balança demais). O plano é recomeçar à tarde a perfuração, ou amanha cedo.
Fiz um texto rápido, para poder chegar até hoje e falar mais devagar daqui para frente. É claro que aconteceram muitas coisas a mais, como nossa visita à casa de Cléber, ou a passagem pela segurança do aeroporto de Maputo. Mas isto podemos relembrar em alguns textos daqui para frente, ou conversando depois de voltar ao Brasil, no dia 25.
Por enquanto, precisamos que vocês orem por mim e por Pedro. Vamos compartilhar da palavra de Deus hoje de noite e no domingo pela manhã. Além disso precisamos resolver estes detalhes com os materiais para conseguirmos seguir em frente. Deus tem sido fiel em atender o que já pedimos antes, e cremos que fará o mesmo com as orações de vocês.
* Uma nota sobre a estrada: não espere dirigir carros no Moçambique. Aqui a mão inglesa e os volantes no lado direito do carro estão confundindo nossas cabeças. Por mais de uma vez entramos na porta do motorista achando que estávamos nos sentando no banco do carona.