segunda-feira, 17 de junho de 2013

Nova foto



Pedro ensinado o Pastor Camunga, de Nicuadala, a fazer as válvulas da bomba. via Amudjamba http://www.facebook.com/photo.php?fbid=206205619528964&set=a.200540383428821.1073741824.200538740095652&type=1

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Caixas de organização pronta. Ao fundo, Peniel, filha de Francisco (líder da Jocum em Quelimane), brincando com o martelo. via Amudjamba http://www.facebook.com/photo.php?fbid=206205242862335&set=a.200540383428821.1073741824.200538740095652&type=1

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Ezequiel, de Nicuadala, colocando os blocos da fundação. via Amudjamba http://www.facebook.com/photo.php?fbid=206204949529031&set=a.200540383428821.1073741824.200538740095652&type=1

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Pedro e Cadu (de Nampula) cortando as madeiras para as caixas de organização. via Amudjamba http://www.facebook.com/photo.php?fbid=206204726195720&set=a.200540383428821.1073741824.200538740095652&type=1

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Pessoal do curso preparando as fundações da oficina via Amudjamba http://www.facebook.com/photo.php?fbid=206204586195734&set=a.200540383428821.1073741824.200538740095652&type=1

sexta-feira, 14 de junho de 2013

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Pessoal trabalhando na área que vai abrigar a oficina dos poços. via Amudjamba http://www.facebook.com/photo.php?fbid=205181272964732&set=a.200540383428821.1073741824.200538740095652&type=1

terça-feira, 11 de junho de 2013

Águas de cima e de baixo


Acordamos com o barulho da chuva. O som das gotas batendo no telhado de zinco com força, no meio da noite, era uma noticia ruim para quem tinha planejado passar o dia seguinte cavando um novo poço. Mas nos precisávamos lidar com as águas do céu antes de trabalhar nas águas subterrâneas.

Quando acordamos às seis da manha, a tempestade da noite tinha se transformado numa garoa calma. Separamos as pessoas em grupos para consertarem os canos de ferro, quebrarem brita para o cascalho e finalizarem os canos de PVC para a perfuração. A ideia era fazer um outro poço aqui no terreno da Jocum até atingirmos a argila. Dai para frente seguíamos os passos para completar o poço. Se tudo der certo, vamos ter um poço pronto antes de irmos a outras comunidades.

A preparação foi até o meio dia, com períodos curtos de chuva mais forte que faziam quem trabalhava ao ar livre ter que procurar abrigo. Depois do almoço (peixe frito* com o feijão e arroz... Não tão diferente do Brasil), com tudo pronto, começamos a perfurar. Vencemos as camadas de areia aos poucos, como no sábado, até que aos 24 metros a broca tocou uma camada de argila. Lavamos o poço, colocamos o revestimento e colocamos o cascalho para ficar ao redor do filtro. Agora,  é esperar para amanha completar o poço. A esperança é que a areia filtre a água e a gente consiga algo potável.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

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Culto na congregação do Pastor Pio. Domingo, dia 9 via Amudjamba http://www.facebook.com/photo.php?fbid=203492669800259&set=a.200540383428821.1073741824.200538740095652&type=1

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Sítio de perfuração. Foi este o poço em que chegamos a 35 metros, no final do dia. Foto batida no sábado, 8. via Amudjamba http://www.facebook.com/photo.php?fbid=203492426466950&set=a.200540383428821.1073741824.200538740095652&type=1

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via Amudjamba http://www.facebook.com/photo.php?fbid=203491779800348&set=a.203491776467015.1073741826.200538740095652&type=1

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Primeiro poço

Sexta feira, 7 de junho de 2013
Da ultima vez que escrevemos a vocês, eu e Pedro estávamos no aeroporto de Johanesburgo, cercado de marcas de grife e há poucas horas de tomar o vôo para Mocambique. Hoje, quatro dias e dois vôos depois, estamos em Quelimane, nossa cidade alvo- e estamos felizes em dizer que começamos hoje a cavar nosso primeiro poço.
Exista bastante coisa para contar desses dias em que não colocamos nada no blog. Em Maputo, na segunda-feira de noite, ficamos na casa do ministério Koinonia - uma casa cuidada por mulheres idosas que abriga missionários em passagem. É mais ou menos como uma casa de avó, com moveis antigos e bastantes arvores no terreno.
Ficamos uma noite ali. No outro dia, seguimos de carro para o aeroporto de Maputo com o pastor Orlando, taxista nas horas vagas. Depois de passarmos pela segurança sem que pedissem que abríssemos a caixa de ferramentas (ia dar um grande trabalho para fechá-la depois), ficamos esperando pelo vôo da LAM que sairia às 13h. Sairia, assim mesmo, na possibilidade. No fim das contas o avião só decolou às 14h, e mesmo assim teve que voltar depois de meia hora de vôo por "problemas técnicos". Ai voltamos para o aeroporto, comemos alguma coisa e voltamos a voar por voltas das 15h. E você ai achando que era só no Brasil que temos atrasos.
Descemos em Quelimane e nos encontramos com o missionário Cleber (do Brasil) e com Francisco, (líder da Jocum na cidade). Malas no carro, estrada pela frente*, já era noite quando chegamos onde ficaríamos hospedados. Depois de um jantar com carne, feijão e arroz feitos por Carla, esposa de Francisco, tivemos nosso primeiro sono no fuso-horário de Moçambique (5 horas a mais que o de Brasília).
Isso tudo aconteceu na Terça-feira. Na quarta cedo vários homens de comunidades ao redor vieram para aprender as técnicas do poço - devem ser mais de dez pessoas, pelas minhas contas. Aproveitamos a quarta e quinta para arrumar o material de perfuração - consertar alguns canos, reforçar as roscas, conseguir o material. Ainda conseguimos, com o Cleber, um chip de 3G de uma operadora local - e é interessante pensar que a 3G que uso aqui é mais barata e mais rápida que a de Florianópolis.

A perfuração começamos hoje. Levamos o material para os fundos do terreno e começamos a preparar o solo. Desse jeito, atingimos nossos primeiros cinco metros, mas tivemos que parar para resolver detalhes (alguns canos estavam vazando, e a torre balança demais). O plano é recomeçar à tarde a perfuração, ou amanha cedo.

Fiz um texto rápido, para poder chegar até hoje e falar mais devagar daqui para frente. É claro que aconteceram muitas coisas a mais, como nossa visita à casa de Cléber, ou a passagem pela segurança do aeroporto de Maputo. Mas isto podemos relembrar em alguns textos daqui para frente, ou conversando depois de voltar ao Brasil, no dia 25.
Por enquanto, precisamos que vocês orem por mim e por Pedro. Vamos compartilhar da palavra de Deus hoje de noite e no domingo pela manhã. Além disso precisamos resolver estes detalhes com os materiais para conseguirmos seguir em frente. Deus tem sido fiel em atender o que já pedimos antes, e cremos que fará o mesmo com as orações de vocês.

* Uma nota sobre a estrada: não espere dirigir carros no Moçambique. Aqui a mão inglesa e os volantes no lado direito do carro estão confundindo nossas cabeças. Por mais de uma vez entramos na porta do motorista achando que estávamos nos sentando no banco do carona.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Sowabona*


Atingimos a África. Chegamos aqui por volta das 9h30 da manha (isso em horário brasileiro. Aqui eram boas 16h30), em um vôo tranquilo sobre o Atlântico. Havia poucas pessoas a bordo (parece que o pessoal não se anima muito em viajar pra África do Sul na madrugada de segunda-feita), e conseguimos dormir ocupando quatro cadeiras cada um. É quase como estar em casa - com a diferença que o colchão não é tão bom, e que eu não costumo dormir a cinco mil metros de altura.

O pouso em Johanesburgo foi tranquilo. Encontramos um pastor da Brasília, com um projeto de reabilitação, logo antes de pousarmos. Já na fila da conexão, conversamos com um professor da Unesp que esta indo estudar bancos de dados em grego em Hong Kong (é estranho, eu sei). Agora estamos usando nossos minutos pagos aqui na internet do aeroporto para entrar em contato com nossas famílias e ler os e-mails.

Logo mais às 20h15 (15h15 no horário de voces no Brasil) vamos pegar o vôo para Maputo. Devemos dormir na Casa Oásis, uma pousada para cristãos em transito em Maputo, e amanha vamos para Quelimane.

Entramos em contato com voces em breve - na Terça de noite, provavelmente. Por enquanto é isso. E, sim, mãe: eu ainda estou vivo.

*Saudacao entre os Sul-africanos, em Zulu. Mas tome cuidado: a pessoa vai responder em Zulu, e não boa fazemos ideia de como a conversa segue dai pra frente.